Os estabelecimentos poderão trabalhar apenas mediante marcação. O número máximo de pessoas que poderão permanecer em simultâneo dentro dos espaços é calculado de acordo com a área útil do estabelecimento, número de cadeiras de trabalho existentes, a dividir por dois, incluindo as mesas de manicura e outros postos de trabalho que não se encontrarem em gabinete isolado, explicita o documento.As associações recomendam que se deixe “um lugar vazio entre duas pessoas”.

A distância mínima entre duas pessoas deve ser de dois metros, uma regra que se aplica também a quem se encontrar em fila de espera, fora das instalações.

Aos profissionais dos cabeleireiros é aconselhado manter, tanto quanto possível, os gestos ou a posição do corpo de modo a assegurar a distância” em relação ao cliente.

O equipamento de trabalho terá de obedecer a várias normas. Cada funcionário deverá ter o seu e “descontaminá-lo de forma regular e periódica. O guia aconselha, por exemplo, que a roupa e o calçado sejam de uso exclusivo dentro das instalações, “e quando possível trocada entre clientes”. Em alternativa, é incentivado o uso de roupa descartável.

 

Deverá ser interdito o uso de “adornos tipo pulseiras, relógios e anéis” e evitadas “as unhas de gel, gelinho e unhas compridas que impedem os profissionais de higienizar adequadamente as suas mãos”. 

 

As associações trabalharam ainda na criação de uma tabela de registo de sintomas para auto monitorização, que terá de ser preenchida diariamente pelos funcionários.

O guia recomenda a criação de horários de trabalho rotativos, a disponibilização de álcool gel à entrada dos estabelecimentos e a proibição de “cumprimentos que envolvam contacto físico”. Deverão ser fornecidas máscaras “caso o cliente não tenha nenhuma”.

Os estabelecimentos ficam também proibidos de oferecer comida ou bebidas, “mesmo que dispensadas por máquinas de vending”. No caso da água, detalha o documento, “se for mesmo necessário”, podem ser oferecidas “garrafas pequenas”.

A lista de restrições não fica por aqui. Terão de ser removidos “todos os itens fáceis de tocar”, como revistas ou informações escritas, bem como os produtos para teste.

Os clientes também terão de cumprir regras. Além do uso obrigatório de máscara, deverá ser pedido ao cliente “para que seja ele próprio a colocar o seu casaco, chapéu de chuva, etc. no bengaleiro”. Do mesmo modo, deverá ser evitado “que o mesmo leve para o estabelecimento sacos de compras ou similares criando-se, de preferência, um espaço específico para o efeito”.

Aos clientes deverá também ser pedido “para não tocarem nos produtos que estejam à venda”, nem nos mostradores de cores.

Tal como acontece desde a declaração do Estado de Emergência, é aconselhado o pagamento por cartão bancário.

Fonte: Jornal de Negócios